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24 August 2009

My twilight zone moment

Os Estados Unidos são um país tão rico que se dão ao luxo de reservar toda uma estação de comboios, entre pessoal, linhas e terminais de embarque, para um único comboio durante horas. Temos a fila para comprar o bilhete, a fila para o check-in, a fila para entrar na carruagem. O pessoal para vender o bilhete, validar o bilhete e colocar uns escadotes para se subir a cada carruagem. E um único comboio ali, uma boa hora e meia parado na linha, sem que outro lhe faça companhia, à espera de fazer a viagem entre Seattle e Portland.

Ninguém me tira da cabeça que isto é coisa de país rico. Para cada comboio, têm uma estação. O Canadá também é um país rico e, a provar a regra, vai pelo mesmo caminho. Não há outra explicação. Linhas de comboios reduzidas e pouco eficientes, como alguns dizem, é para países como a Nigéria.

My twilight zone moment

Um mês de Agosto americano pode ser enganador. Se viaja de comboio, leve consigo aquela camisola de lã bem grossa a que a sua avó lhe deu pelos anos. Tenho observado por aqui, seja no comboio, seja durante as aulas, uma tendência para, mesmo em dias nublados e nada quentes, ter o ar condicionado regulado para uma temperatura inferior ao exterior. Às tantas, alguma demonstração de uma qualquer empresa da capacidade do seu sistema de ar condicionado em manter uma carruagem abaixo dos 20 graus de temperatura durante quatro horas de viagem. Pois bem: não tenham dúvidas que aquilo funciona.

20 August 2009

Portland em imagens (4)

Algumas imagens do passeio que dei por volta da hora do almoço pela downtown. Um sol assim já fazia falta.





19 August 2009

My twilight zone moment

Esta tarde, na Burnside Avenue, tive uma espécie de encontro imediato com a versão motard do Pai Natal. Consta que as renas não eram suficientemente potentes.

14 August 2009

My twilight zone moment

Numa das paragens com miradouro com vista para o rio Columbia, encontrámos um casal americano que tinha visitado Portugal e Espanha de carro. E, para surpresa, quando perguntamos o que acharam aqui da terra do destacamento português, não é que acabamos a ouvir que não gostaram nada do país e os portugueses são os piores condutores do mundo. Piores que na Nigéria, acrescentou o velhote americano com um sorriso. Suponho que faz parte da frontalidade americana. Um qualquer português teria inventado uma tanga sobre como adorou o país e a simpatia das pessoas...

13 August 2009

Boas vistas

Para se ter uma vista panorâmica da cidade de Portland fica o conselho de se apanhar o teleférico para a Oregon Health and Science University (OHSU), localizada na margem nordoeste. Dali tem-se uma fantástica perspectiva da cidade, desde a downtown com os seus prédios altos à longa Hawthorne Blvd. de casas baixas, passando pelo rio, pelos montes e montanhas aqui nos arredores, algum dos quais vulgões inactivos. Lembrete: voltar lá com sol e com máquina fotográfica.

Portland em imagens (2)

Não se percebe este tempo. Estamos a meio de Agosto e todos os dias o céu está nublado. Um céu cheio de nuvens que esperaríamos no Reino Unido e que, assim seco, até agradecíamos em Outubro mas que em Agosto, em pleno Verão americano, parece deslocado do lugar. Vai chovendo um pouco, mas nada que limpe estas nuvens do céu.

Entretanto, eu e o José lá vamos improvisando uns passeios. Aqui ficam umas fotografias desta cidade que por este meses nós os três adoptámos.







06 August 2009

Hawthorne Boulevard

Como tinha lido num excelente guia sobre a cidade, o New Comer's Handbook for Moving to and Living in Portland de Bryan Geon, que a Mariana me oferecera, o bairro de Hawthorne é dos mais apreciados em Portland. Uma diversidade impressionante de lojas, com roupas vintage e handcraft, artesanato oriental, lojas de bicicletas, cafés e livrarias de livros usados e novos. Um pouco como a Portobello Road em Londres mas numa versão americana. Com carros enormes, alguns deles clássicos antigos, e os típicos postes eléctricos feitos a partir de troncos de árvore. Sentimo-nos num filme. Num filme americano. Na América.

Tudo aberto ao domingo. E, no caso dos supermercados Safeway e Fred Meyer, até depois das 11 horas da noite. Uma mudança muito bem vinda para quem chega num domingo a Portland. Conclusão: não faz qualquer diferença chegar num dia de semana ou num fim-de-semana, encontramos sempre tudo aberto.

Foto: Google Images

03 August 2009

Portland em imagens (1)

No domingo à tarde, acompanhado pelo José e pela Tânia, meus colegas de mestrado e de aventuras nos Estados Unidos, fomos dar um passeio pela downtwon de Portland. Completamente diferente do meu bairro com as suas casas familiares. Mas, ainda assim, parece-me, um bom sítio para viver. Muitas árvores. Muita sombra. Muito bem organizada. Muito moderna. Muito bonita. Muito limpa. Mesmo muito limpa.








Portland: Day One

Cheguei à minha nova casa, nas proximidades da Hawthorne Boulevard, após um voo entre Newark e Portland. Menos confortável mas quando se aproveita um voo para dormir, não se tem que ser muito exigente.

Domingo de manhã. Acordo pelas 8 horas da manhã, com o quarto cheio de sol. São 16 horas em Portugal. É estranho pensar que aqui quando começamos o nosso dia o dia lá em Portugal vai já a meio. Decido fazer um passeio pelo bairro, até porque preciso de comprar alguma comida. Dois minutos depois passo por um dos cruzamentos onde nasce o Burgerville, uma cadeia de hamburguers onde não falta o ar de restaurante dos anos 60 e os hamburguers nos famosos cestos de rede de plástico vermelho, e um pequeno café, junto da bomba de gasolina, que serve pequenos-almoços completo a preços reduzidos entre panquecas, torradas e ovos e bacon. Fica a nota para lá regressar.

O bairro é como nos filmes. Como nos filmes vezes dez. As ruas são tranquilas, cheias de sombra e árvores com as casas de madeira alinhadas em ambos os lados, pessoas a fazer jogging, andar de bicicleta, a tratar do jardim ou os típicos garage sales, as vendas de garagem. E, ocasionalmente, alguns esquilos lá pelo meio das árvores - aqui vêem-se muitos esquilos e corvos. Estamos num domingo típico na mais típica american way of life, como comentou o meu colega de casa italiano. Não há dúvida: já não estou na Europa.

Uma das vendas tinha várias bicicletas e não resisti a comprar imediatamente uma, estaria arrependido de não o ter feito, por apenas 39 dólares. Bastante menos em euros. Tem sido um excelente meio de transporte. Com ela, chego à universidade em 15 minutos.

07 March 2009

Consta que existe sol...

Ou assim nos pareceu ao passear hoje pelas ruas de Cesena. Não há dúvida que esta é uma cidade simpática e acolhedora. Não há dúvida que as ruas não são portuguesas. Sonno italianas.

05 March 2009

Ainda a chuva

Terceiro dia em Cesena. A manhã ocupei-a com mais algumas formalidades e a tarde com uma caminhada, ainda longa, até ao centro de línguas da universidade onde existem, gratuitamente, cursos de italiano para os estudantes. Entre isso, um almoço de massa com atum, tomate e queijo a convite da Tânia. Pois bem, comadre, eu não ousaria cozinhar este prato, mas agradeço porque além do convite ser simpático, o prato não estava mesmo nada mau. Prego!

Feita a inscrição no curso e visto o horário, que poderia ser melhor, regresso a pé à minha rua. Com mapa na mão, já meio desfeito pelas gotas da chuva, leve mas persistente, fiz-me ao caminho. Acabei por não tomar repetir o percurso. Fui explorar algumas ruas de Cesena. Não há dúvida que é uma cidade bonita. Não há dúvida que é uma cidade que se faz bem a pé. Não há dúvida que é diferente de Coimbra. E era tudo isso que eu queria.

A chuva não ajuda. Desisti de usar chapéu de chuva que é como que um atestado que o tempo não está mau, está péssimo e você devia ter vergonha de me abrir para não se molhar. Mas para me salvar dos pingos que me ameaçam com uma lavagem de cabelo antecipada, tenho usado o meu chapéu. Uma excelente prenda de Natal, sem dúvida.

A chuva também não ajuda à fotografia. Lamento, não vos mostro planos abertos. Ficam para daqui uns dias, quando nas fotografias ficar um forte céu azul e não uma mancha branca como agora. Para já, ficam os detalhes que esses, de tão curiosos ou bonitos, não há tempo que os estrague. Prego!