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05 March 2009

Mais pequenos que um circo de pulgas

Parece que a nossa turma está a ter sorte quanto à localização dos nossos alojamentos. Entre a minha casa e a da Tânia e da Melanie, está provado, são quatro a cinco minutos a pé. Mas descobri ontem que entre as nossas casas e a das colegas Diana e Joana, de Barcelona, que chegam esta semana, não vão mais que outros três a cinco minutos.

A minha rua é paralela à da casa delas, onde vivia o Davi e a sua mulher, nosso colega de mestrado e que tantas boas dicas nos deu antes da nossa vinda, que partem amanhã de manhã para Paris. Aproveitámos para os conhecer pessoalmente. Conseguem ainda ser mais simpáticos ao vivo. Boa sorte também para vocês!

Ainda a chuva

Terceiro dia em Cesena. A manhã ocupei-a com mais algumas formalidades e a tarde com uma caminhada, ainda longa, até ao centro de línguas da universidade onde existem, gratuitamente, cursos de italiano para os estudantes. Entre isso, um almoço de massa com atum, tomate e queijo a convite da Tânia. Pois bem, comadre, eu não ousaria cozinhar este prato, mas agradeço porque além do convite ser simpático, o prato não estava mesmo nada mau. Prego!

Feita a inscrição no curso e visto o horário, que poderia ser melhor, regresso a pé à minha rua. Com mapa na mão, já meio desfeito pelas gotas da chuva, leve mas persistente, fiz-me ao caminho. Acabei por não tomar repetir o percurso. Fui explorar algumas ruas de Cesena. Não há dúvida que é uma cidade bonita. Não há dúvida que é uma cidade que se faz bem a pé. Não há dúvida que é diferente de Coimbra. E era tudo isso que eu queria.

A chuva não ajuda. Desisti de usar chapéu de chuva que é como que um atestado que o tempo não está mau, está péssimo e você devia ter vergonha de me abrir para não se molhar. Mas para me salvar dos pingos que me ameaçam com uma lavagem de cabelo antecipada, tenho usado o meu chapéu. Uma excelente prenda de Natal, sem dúvida.

A chuva também não ajuda à fotografia. Lamento, não vos mostro planos abertos. Ficam para daqui uns dias, quando nas fotografias ficar um forte céu azul e não uma mancha branca como agora. Para já, ficam os detalhes que esses, de tão curiosos ou bonitos, não há tempo que os estrague. Prego!